O Semedo era de facto um gajo coerente, que levou uma vida...

O Semedo era de facto um gajo coerente, que levou uma vida no cumprimento dos princípios que apregoava.

Defendia eutanásia e recorreu aos paliativos.
Dizia se defensor do serviço público e recorria ao serviço privado.
Dizia se anti fascista e apoiava ditadores.
Dizia se um combatente da democracia e da liberdade e apoiava ditaduras, e regimes opressivos.
Dizia que o povo é quem mais ordena e defendia regimes sem eleições livres.
Dizia defender o pluralismo e defendia regimes de partido único.

Mas há que destacar aquela que foi a sua maior coerência ao longo da sua vida como político: era um defensor dos pobrezinhos, e de facto gostava tanto deles que era seu objetivo arranjar lhes muita companhia e por isso defendia regimes e políticas que geravam miséria e pobres aos milhões.

Sem dúvida alguma toda uma vida devotada à coerência, da hipocrisia e vivida de forma contrária aos princípios que dizia defender.


E não, este texto não é sobre um voto de pesar, ou de louvor, ou de qualquer regozijo, ou do que quer que seja, à morte de João Semedo.

Este artigo é somente e unicamente sobre quem era o João Semedo. Sobre o que pensava, o que defendia, o que representava e toda a sua hipocrisia, e nada mais que isto.