O OFFSHORE PCP

O OFFSHORE PCP

Jerónimo de Sousa, para estar perto do poder e para o condicionar, deu em farsante. Agora, por causa do IMI de que o vasto património imobiliário do PC está isento, afirma que o partido “não recebeu favores do Estado” em matéria de instalações. Pois não. Ocupou-as a seguir ao 25 de Abril. De muitas foi saindo porque a dimensão do partido encolheu junto do eleitorado e dos “trabalhadores”. Estou a lembrar-me, por exemplo, em Sete Rios, da sede da UEC nas Picoas ou do amplo anfiteatro para plenários da organização em Lisboa onde hoje é o museu do fado. Nos anos 70 o PC tinha belos edifícios ocupados por todo o país, como se viu aquando dos assaltos a sedes no Norte no Verão de 75. Jerónimo faria melhor em perguntar ao governo pela sua política fiscal – a esta hora ainda muitos portugueses não receberam os seus reembolsos de IRS que não são nenhum “favor do Estado”: é dinheiro das pessoas – do que em defendê-la com um argumentário para atrasados mentais.