A dívida pública é como o algodão. No fundo, aqueles logos são...

A dívida pública é como o algodão. No fundo, aqueles logos são desnecessários.

Tu sabes que o Partido Socialista passou por aqui quando o endividamento do estado acelera vertiginosamente. Em 2016, o ano que está prestes a findar, o estado português, tu e os teus filhos e netos (mais os filhos e netos que eles hão de ter), endividaram-se (a mais, em termos líquidos) ao ritmo de 38,1 milhões de euros por dia, ou, se quiseres, ao ritmo de 1,6 milhões de euros à hora. Em cada hora que passou, tumba!, toma lá mais 1,6 milhões de dívidas. Duas vezes e meia mais do que no ano anterior. É pouco, comparado com a média horária da última vez que o PS por aqui passou: em 2010, o endividamento atingiu 3 milhões à hora. Todos os dias de 2010 o estado se endividou em mais 72,2 milhões de euros. Não devemos desistir. Pelo menos tentar. Com esta aceleração rapidamente nos pomos de novo na média de 2010, no ano em que se amealharam mais 26.371.000.000 euros de dívida. Não é defeito do PS. É feitio. O PS não sabe e não pode governar de outra maneira. E o povo anda satisfeito, que é o que é preciso. Afinal que mal tem se vivermos a contrair coletivamente dívidas ao ritmo de 1,6 milhões ou 3 milhões de euros à hora? O problema, como muito bem têm visto excelentes ex-ministros das Finanças e de mais disto e daquilo não é o endividamento horário a que vamos lançados, é as dívidas acumuladas depois de contraídas que custam tanto a servir que o melhor é não pagar, pois doutra forma o país… não cresce. Infelizmente, a ideia de em 2017 nos pormos rapidamente no ritmo de endividamento de 2010 (estamos diligentemente a repetir tudo desse ano com a precisão de um relógio suíço) não vai dar. Isto estoira antes disso. Não estoirou ainda porque o BCE criou um bunker à prova de estoiros onde nos recolhemos para mais que duplicar o endividamento horário que, em travagem, trazíamos de trás, e estabelecer a felicidade nos lares. Para 2017, pois, à falta de mais festa, resta-me desejar um bonito funeral (figurado, está visto) a António Costa, ao PS e apêndices geringôncicos em geral, com muito, muito fogo e fanfarra. Quero vê-los a arder. Ó, sim, e a quem os pôs e aguentou por lá. Não são muitos desejos e julgo sinceramente que até são exequíveis.



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