O que se está a passar no Parlamento resume-se numa simples frase

O que se está a passar no Parlamento resume-se numa simples frase

Quatro derrotados podem festejar o derrube de um governo, mas não têm qualquer sucesso para celebrar no último veredicto popular.

A esquerda que papagueia aos sete ventos o seu amor à liberdade e à democracia é hoje representada por quatro tristes personagens:

– Um socialista, António Costa, que quando se candidatou a primeiro-ministro tinha sondagens com 45% de intenções de voto, uma maioria absoluta garantida e um ano depois, foi copiosamente derrotado e ficou-se por pouco mais de 32%;

– Uma bloquista, Catarina Martins, que clama enormes vitórias eleitorais com uns ridículos 10% dos votos;

– Um comunista, Jerónimo de Sousa, que aos 8% de votos percebe que só lhe resta proteger as suas coutadas sindicais e os respectivos assalariados que se sentam no Comitê Central do PCP;

– Uma melancia, Heloísa Apolónia, que com dois deputados não passa de um andarilho “ecologista” da CDU.


Qualquer deles foi claramente derrotado nas últimas eleições, mas todos clamam vitória.

Bem diz o ditado, não confundas derrotas com fracassos, nem vitórias com sucessos.

Hoje, no Parlamento a vitória desta esquerda é o seu maior fracasso.

O tempo vai rapidamente demonstrá-lo.

Saibamos esperar.